PbM Michael Collins - Amahan Iduth dulesh'na

Entregou a passagem à bela comissária que guardava o portão de embarque do voo 2483 da Lufthansa de Oslo para Londres. O terminal 3 estava praticamente vazio, apenas alguns executivos grossamente encasacados e um casal de jovens devidamente equipados com suas grandes bolsas de acampamento e duas pranchas de snowboarding. Caminhou despreocupadamente até o avião, espremeu-se no 41-A na ala executiva, esperou alguns minutos e pediu à aeromoça algo para beber, depois fez um gesto sutil com a mão, mostrando que o cabelo da moça estava desarrumado.

Ela trouxe suco industrializado de morango. Com um sorriso cativante e algumas palavras, convenceu-a a trazer algo mais forte - quem sabe gin e tônica -, sentenciou com uma piscadela. A jovem comissária não se demorou a trazer a bebida, deixando-o sozinho com seus pensamentos.

Enfiou a mão no bolso e puxou uma pequena e lascada pedra, de cor acinzentada e aparência velha, desgastada. Havia um desenho, uma marca gravada em um dos lados do objeto. Tinha forma espiralada, mas a gravação era muito antiga e mal feita para se ter certeza. Uma corda de couro enrolava-se ao redor da pedra triangular e caía de sua mão numa longa volta que já havia pousado em seu pescoço.

Enquanto o avião procurava atingir altitude de cruzeiro, olhou para baixo pela janela e despediu-se novamente de seu amigo Johan. Sentia-lhe a falta e, apesar de sua aparência dura e comportamento distante, sabia que o gigante nórdico também sentia a sua. Pensou, então, na velha Brunhild.

A conversa com a velha havia mexido profundamente com sua mente. Seu primeiro encontro com ela já tinha sido estranho o suficiente, mas precisou visitá-la novamente para adquirir mais informações sobre aquele estranho presente. A pedra encarava-o, impassível, deitada sobre a mesinha reclinável puxada do assento a sua frente. Procurou fazer o que a velha mandara; esvaziou a mente e concentrou-se na gravação espiralada, tentando abafar os sons a sua volta e imaginar-se flutuando num lago calmo e escuro.

Viajou lentamente pelas ruas claras de Lom, lembrando-se de como foi visitar lugar tão inóspito, tão hospitaleiro e tão naturalmente belo. Afastando-se para o leste, revisitou os grandes pastos onde cabras e ovelhas dividiam espaço com búfalos e cervos. Enquanto subia a colina que rodeava o grande lago Ârsjo viu a casa de Brunhild. Voltou-se para lá, querendo ver o que a senhora de mãos pequenas e rápidas fazia. Viu-a abrir a porta e convidar-lhe a entrar. O escuro do grande aposento só não era tão intimidante quanto o cheiro pungente que saía do caldeirão ardendo sobre a fogueira no meio da sala. As peles cobriam todo o lugar, brancas como a neve lá fora, criando um contraste duro e estranho com as trevas e a fumaça.

O rosto enrugado da velha era como papel amassado, escurecido pela disforme sombra feita pelo enorme nariz quadrado. Mexia-se pelo salão junto com outras cabeças que ele já havia visto. Eram de alces, linces, raposas, ursos e veados; todas dançavam ao seu redor entoando um murmúrio muito grave e incompreensível, sussurrado como um mantra. O cheiro forte passava-lhe à língua um sabor amargo de álcool e um zumbido baixinho incomodava-lhe constantemente.

Conversava com a velha, mas não ouvia sua própria voz, apenas o que ela lhe dizia, e mesmo assim não compreendia-lhe a língua - mas vinha-lhe à mente a palavra Uremehir. Falaram por muito tempo até que começou a perceber que afundava lentamente num lago. Tentava nadar, mas os movimentos, lentos como num sonho, não surtiam efeito algum. Entregou-se ao desespero, sem saber o que viria a acontecer, quando sentiu um solavanco e, abrindo os olhos forçosamente, viu-se novamente sentado no 41-A do voo 2483 Oslo-Londres. O copo vazio a sua frente ainda trazia o cheiro amargo de gin e o suor em seu rosto salgava seus lábios.

O avião acabara de pousar. Embora tivesse tentado diversas vezes alcançar esse transe com Brunhilde, foi num avião que conseguiu atingi-lo. Guardou a pedra no bolso do sobretudo e pegava sua bolsa no compartimento sobre os bancos quando pensou em algumas palavras. Não sabia seu significado, mas sabia que seriam importantes em algum momento de seu futuro. No salão de desembarque do aeroporto de Londres pediu uma caneta a Paul, que o aguardava há pouco mais de uma hora. Partiram para casa enquanto escrevia no dorso da mão esquerda "Galer Za Da Har".

PbM John Rooney - Viver em Ambos os Lados

Já era a quarta tentativa aquela noite, apenas mais uma numa longa sequência de falhas miseráveis. Seu corpo, se é que podia usar essa palavra, estava fraco, débil. Por mais tempo que passasse, não conseguia se acostumar com a translucidez de sua pele. Ver através de seu próprio corpo, atravessar portas e paredes - qual fosse o material -, não respirar nem sentir fome ou vontade de ir ao banheiro. A situação era surreal demais, não importa quão acostumado ficasse.

Adquiriu um ódio infinito pela luz, agora que não fazia diferença estar de olhos abertos ou fechados. Sentia uma fadigação que associou ao sono, mas era difícil entrar naquela letargia emocional com tantas lâmpadas, luzes, flashes, estrelas e clarões que a noite londrina oferecia. Continuava então sua caça, ansioso por encontrar um corpo fraco o suficiente de vontade que pudesse sobrepujar.

Dias antes havia sido sugado repentinamente pelas palavras mágicas estrondosas de Sean. Foi jogado de forma agressiva dentro de um corpo estranho no que parecia ser um quarto de hospital. Entretanto não conseguia se mexer, não exercia controle sobre aquele corpo. Vasculhando o interior daquele templo de carne, encontrou o espírito de seu hospedeiro, vagando inadvertidamente, deslocado, longe de si mesmo. Deu-se conta do ocorrido num espasmo de horror - havia sido invocado num corpo em coma.

Ficar preso em um corpo que não lhe respondia pareceu a pior das prisões, talvez até mesmo pior que as torturas constantes que sofreu no inferno. Mas a agonia durou pouco tempo. Sentiu o corpo enfraquecer e numa fração de segundo estava de pé, ao lado do falecido. Sean estava ali, segurando na mão o plugue dos aparelhos que sustentavam a vida daquele homem. Outro espírito encarava o corpo estirado na cama, como numa projeção sinistra de um espelho amaldiçoado. O agente sabia que devia guiá-lo, ou ele poderia ficar perdido entre os mundos.

Aproximou-se do senhor e fez um sinal com a cabeça. A rápida comunicação, tão intuitiva, serviu para fazer o recém falecido gemer de forma assustadora. Sean, sozinho no quarto, encarava o morto quando ouviu ecoar em seus ouvidos o terrível lamento. "Clamorem mortuis", disse baixinho, como que para se proteger. Enquanto isso, os dois espíritos partiam em direção ao Hades e, conforme se aproximavam, ficavam mais agitados e exaltados. O peso de seus corpos translúcidos e esvoaçantes ficava mais sensível conforme se aproximavam do grande arco de pedra enegrecida pelo fogo. O cheiro rascante de carne podre misturada ao enxofre fazia os uivos etéreos se intensificarem.

Usando toda sua força de vontade, arrastou-se para longe dali, deixando para trás o espírito recém-falecido que agora ardia bravamente em chamas lancinantes daquele fogo maldito. Levou-se até a companhia dos companheiros e tentava esquecer de tudo enquanto concluía que não mais podia ficar preso a essa forma. Era necessário descobrir um jeito de apossar-se de quem quisesse, quando quisesse. Havia visto outros espíritos fazer isso, não poderia ser tão difícil.

Continuava a caçada pelas ruas de Camden Town quando avistou sua quinta vítima da noite. Seria a última, pois sua força vital era posta à prova sempre que lutava para sobrepujar as forças de outro corpo. Era arremessar-se contra o corpo e combater até não aguentar mais. O homem franzino desmaia na calçada e começa a convulsionar, enquanto algumas pessoas chamam os paramédicos e tentam ajudá-lo. Alguns segundos são o suficiente para ele voltar a si, ofegante e assustado.

Agradece a ajuda dos outros e sai caminhando pela rua. Entra em um bar, mexe nos bolso, compra um maço de cigarros e um cartão telefônico. Caminha tranquilamente até a parede, tira o telefone do gancho e disca um número que traz na memória. "Paul, é o Rooney, preciso de uma carona".

PbM Sean Connor - Investigações e Frustrações

Tamborilava os dedos sobre a grande mesa de mogno abarrotada de papéis, notas, mapas, dossiês e tantas outras informações que já nem lembrava mais. Os dias se faziam curtos agora que sentia o peso da idade alcançar-lhe os calcanhares. Pensava em tudo que precisava ser feito e sentia um breve desânimo com a falta de ajuda. Caíra em todas as mais recentes missões, por ferimento ou cansaço. Isso tinha que ser algum sinal, mas se recusava a aceitar qualquer argumento pessimista - desenvolvera ao longo dos anos de trabalho para a INC o péssimo hábito da teimosia, e agora não podia abandonar todas suas conquistas simplesmente porque esquecia onde guardava os óculos.

Esperava uma encomenda, mas o tempo se arrastava enquanto o relógio da sala de Apolo, aquele monstro clássico de cerejeira polida, parecia balançar seu pêndulo tão lentamente quanto as batidas de seu coração. Pegou a lanterna com a qual perdeu seu valioso tempo e analisou novamente o trabalho. O círculo mágico gravado na tinta preta que cobria a saída de luz não havia funcionado da forma que pretendia. Ter um símbolo de proteção sempre à mão poderia salvar muitas vidas, mas nada é tão fácil. Aparentemente, há muitos acessórios e componentes em um ritual para ele ser substituído dessa forma.

A próxima missão o deixou nitidamente perturbado. As informações passadas pela agência foram curtas, vagas demais. Lembrava-se constantemente do pesadelo em Stardust - do silêncio nos corredores escuros e abafados, do rosto daqueles que se refugiaram por dias para depois morrer desnecessariamente numa queima de arquivo covarde e maldosa, do sangue daquelas criaturas queimando a pele de sua perna. Afasta os pensamentos ruins e chama Paul; pede uísque. Coloca os papéis em ordem e os joga pro lado, frustrado. Não havia nenhuma informação que prestasse, nem nos arquivos da DIE, nem com as esposas dos cientistas envolvidos, nem com os contatos da Agência de Meteorologia Britânica. Descobrira apenas que o complexo islandês é uma base de recolhimento de dados pertencente à Inglaterra e não está em nenhuma cidade. No norte da ilha, entre as rodovias 76 e 82, está um pequeno vilarejo chamado Ôlafsfjördur, povoado por cientistas, pesquisadores e militares. Duas milhas ao sudeste dali se encontra o Icelandic Meteorological Office, responsável pelas leituras climáticas, sísmicas, hidrológicas e poluentes de todo o país.

Nada mais. Todas as outras informações estavam no briefing da missão disponível em Grimm. O local estava isolado devido às tempestades e inacessível por meios terrestres. Duas equipes de resgate foram enviadas, mas não houve retorno e a comunicação está fora do ar há quase dois meses. Não há notícia ou menção alguma em jornal nenhum, mesmo os islandeses, e ninguém parece saber ao certo o que está acontecendo. Mas ele sente aquele incômodo característico, como se aranhas caminhassem por suas entranhas, que o avisa de que a companhia tem mais informações. O código transmitido, por exemplo, não foi repassado à célula e os contatos telefônicos sempre terminam com a palavra "confidencial".

Ouviu o toque da campainha enquanto entornava o primeiro copo da bebida trazida por Paul. Correu para a sala e viu o mordomo trazendo um grande envelope pardo, longo e estreito. Dentro havia um tubo contendo vários mapas da região e uma foto tirada de satélite de todo o complexo. Praguejou a companhia com todos os impropérios que encontrou. Não haviam enviado a leitura térmica que pediu. Mas pelo menos saberiam onde estão pisando. Só faltava uma coisa agora, trazer Rooney de volta... e ele sabia exatamente como.

PbM Ceulen Ramanujan - Pensamentos na Escuridão

Foi o tempo necessário apenas para retomar o fôlego, e semanas inteiras já tinham se passado. Sentado em frente ao computador, seu cérebro reorganizava os eventos dos últimos meses, tentando de forma quase patológica encontrar algum sentido em tudo pelo que passara recentemente. Desde a recente descoberta, descoberta impossível, quase maldita, seu instinto de sobrevivência foi colocado à prova diversas vezes, sua força de vontade testada em incontáveis momentos.

Parou por um momento e observou o cigarro queimar apoiado no cinzeiro. Não fumava, mas adquirira hábitos cada vez mais estranhos, e acendeu um cigarro com um impulso natural. O laboratório agora estava submerso em sombras, apenas a fraca luz azulada do monitor se espalhava por entre os buracos de sua face, criando desenhos horrendos feitos de trevas. O silêncio tão profundo e latente era quebrado ocasionalmente pelo chiado nervoso dos ratos e as réplicas assustadoras dos macacos.

O mundo era maior do que imaginava, então. Não deveria ser nenhuma surpresa para um homem que passou a maior parte de sua vida estudando para encontrar respostas de perguntas sobre a vida, o universo e tudo mais. Ainda assim, era difícil imprimir certas imagens em sua mente, como uma gigantesca árvore devorando uma casa ou o espírito de uma menina explodindo em chamas.

Abre o uísque dado por Paul, enche um copo e o vira num só gole. Enche outro e sorve o líquido dourado com mais atenção, tentando discernir os aromas e temperos da bebida. Apolo deve pagá-lo bem, pois a bebida desfila em sua boca com um festival de sabores, néctar seco e pungente dos ébrios. Uma rápida lembrança de seu pai; a certeza da briga por estar bebendo. Outro copo, e mais um.

Gira o cartão de visitas de Tom Wallace nas mãos. Ao menos um amigo havia feito nessa história toda. O guarda-costas enviado pela INC deu a vida para salvar seu traseiro naquele aeroporto. Quando relembra a explosão e no mar de fogo em que tudo aquilo se transformou, enche mais um copo e dá um trago no cigarro. Desde que forjou sua morte, já havia sido responsável pela morte de três agentes da companhia. Não sabia se aguentaria mais alguma. Toda vez que Sean ou Apolo é atingido, um frio corre sua espinha. Qualquer ferimento é mortal, não há precaução suficiente. Seria possível evitar tantas mortes? Até onde iriam seus inimigos em busca de seu conhecimento?

Com o contato de Tom feito em tempo, descobriu que a companhia não é o que parece, mas também que dos males ela é o menor. Alguns cafés com o guarda-costas, geralmente depois de suas sessões de fisioterapia, e obteve números de contatos importantes dentro da administração. Vai ser uma longa jornada de cafés e almoços, mas ele sabe que precisa descobrir qual o interesse da INC em seu projeto. Há muito em jogo e as apostas começam a ficar altas demais. Já não faz mais sentido fugir e se esconder, então talvez seja hora de conhecer seus adversários, afinal, há um velho ditado na Índia que diz "escava o poço antes que tenhas sede".

Próximo capítulo: Acidente na Islândia

Então, amigos, a votação chegou ao fim e o capítulo escolhido para a próxima narração foi Acidente na Islândia, com 5 votos. Por sinal, foram incríveis 10 votos na enquete, o que me deixou bastante feliz (e crente que não-jogadores também fizeram suas apostas).

O jogo ficou marcado para o próximo domingo, dia 10 de abril, a partir das 15h. Eu gostaria de um jogo com todos, então usem o espaço de comentários para discutir se essa é realmente a melhor data pra narração. Caso não seja, decidam uma o quanto antes. O local também precisa ser escolhido - casa do Dani, do Soubhia ou meu salão.

Em breve estará disponível a próxima votação. Além disso, vou postar os resultados dos PbMs feitos até agora (por Daniel, Aguirre e Rafael). Os três ganharão xp pela empreitada, visto que toda ação merece ser recompensada.

Rafa, como havia dito no e-mail, a ideia de transformar nossas aventuras em histórias prontas pra qualquer mestre usar já havia sido pensada por mim, mas é um trabalho bastante excruciante. Então talvez demore mais algumas semanas pra alguma história aparecer por aqui.

Enquanto isso, aproveitem um pequeno trailer que dá o clima perfeito da história Acidente na Islândia. Abraços e até a próxima atualização.


Sinopses para o próximo capítulo...

As histórias para os próximos capítulos começam a ficar mais complexas e com desafios mais mortais. Escolham com cuidado e lembrem-se: a morte não é o fim do caminho, é apenas uma rota alternativa.

O Pintor da Rua Morgue
O chamado desesperado de um jovem pintor chama a atenção da INC quando ele se torna o principal suspeito de uma série de assassinatos brutais envolvendo jovens mulheres em Paris. Apesar de negar conhecer qualquer vítima, foram encontradas no ateliê de Edward Sharpe pinturas das mulheres mortas retratando com exatidão a cena de suas terríveis mortes. Cabe aos agentes da DIE descobrirem a ligação entre Sharpe e as mulheres.

Os Ciganos de Sevilha
Desde que um grupo de ciganos romenos se instalou nos arredores da cidade espanhola de Sevilha, estranhos assassinatos começaram a ocorrer. Crianças desapareceram e alguns adultos foram encontrados mortos, seus corpos dilacerados e quase sem órgãos. A cidade culpa os ciganos, chamando-os de assassinos e ladrões, e quer vê-los expulsos do lugar, mas eles tem outra versão dos acontecimentos...

Acidente na Islândia
Na distante e gelada Islândia, um grupo de pesquisadores instalados em uma base meteorológica deixou de se comunicar no início do outono. Duas equipes de resgate já foram enviadas mas não retornaram nem fizeram contato. A INC captou uma frequência de rádio com um código ainda desconhecido e resolveu enviar seus agentes especiais para investigar. Entretanto, eles só tem uma semana para ir e voltar, ou ficarão presos o inverno inteiro na estação.

Mansão Magnus
A antiga mansão Magnus está à venda há meses, mas ninguém se atreve a comprar a casa onde a sra. Kathryn assassinou sete homens em uma só noite. Os boatos sobre a casa ser mal-assombrada se espalharam no ramo imobiliário e agora não resta nada além da mobília coberta de pó e um bando de médiuns especulando sobre os terrores que habitam a mansão.

[chapter 5] O Último Rei pt.2

Com o celular de Mike caindo na caixa postal sem parar e sem o tempo necessário para fazer o ritual de invocação de Rooney, os agentes se preparam para o grande baile de comemoração dos 18 anos de Sophie Archer. Apolo havia recebido há poucas horas, mas já brigava com o alfaiate da cidade, tentando alinhar a lapela de seu blazer. Enquanto isso, Ramanujan e Connor procuravam uma maneira de entrar na festa sem chamar a atenção.

Depois de um tempo na frente do computador, o indiano consegue acessar a lista de funcionários escalados para a festa no servidor da produtora de eventos. Incluídos seus nomes, bastava entrar com as armas escondidas e seguir caminho para a mansão. Connor adesivou suas armas ao corpo, junto com as de Apolo, para ele não levantar suspeitas. O trabalho foi duro durante a preparação do evento, e piorava quando os dois pensavam que Apolo estava em um salão de beleza sendo tratado como um lorde. Mas as horas se passaram e o grande salão de festas na Mansão Archer estava cheio com seus ilustres convidados. Presidentes, embaixadores, xeques, nobres e celebridades mundiais compunham a corte que viera prestigiar a ocasião, revelando que a festa era muito mais política do que se imaginava.

A mesa principal, composta pela família Archer, trazia uma de suas cadeiras vazias, a do padre François, que deixou muitas feições intrigadas. Além disso, um de seus assentos estava ocupado por alguém de fora da família, o sobrinho do patriarca sr. Archer. O assento pertecia originalmente a Walter Archer, ou Walter Baumgarten, como Apolo o conheceu durante anos. Apenas Ramanujan percebeu esse estranho e curioso detalhe. Enquanto isso, Apolo conversava com Sophie sobre o mundo da música. Ou melhor, ouvia-a desabafar sobre todos os seus sonhos de se tornar a próxima Britney Spears ou Christina Aguilera. Tentando sempre se aproximar, Apolo prometeu-lhe um encontro com o rapper e produtor Timbaland.

E foi quase quando estava sendo levado para o pequeno estúdio da menina que tudo aconteceu. Já de pé, pronto para ser levado aos aposentos de Sophie, Apolo ouviu um grito agudo de pavor. Ao seu redor, pessoas se amontoavam umas nas outras para fugir do salão, enquanto outras se aglomeravam ao redor de uma mesa onde um senhor negro jazia desmaiado sobre seu prato. O plano inicial dos agentes era de colocar tranquilizantes em alguma taça e criar uma distração com um desmaio. Infelizmente, Connor dopou justamente a taça que serviu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em questão de segundos o salão já havia sido tomado pelos seguranças e por outros homens de terno escuro, mas esses com armas nas mãos. Todos cercavam o presidente caído enquanto outros seguranças guiavam suas respectivas celebridades para fora do lugar. E foi no meio desse pandemônio que Ramanujan, Connor e Apolo espreitam até a cozinha e usam o monta carga para alcançar o terceiro pavimento da mansão.

Verificando a planta da casa em seu smartphone, Ramanujan havia descoberto uma sala sem portas ou janelas no terceiro pavimento, ao lado da suíte principal da casa. Mas após uma minuciosa vasculha no quarto do sr. Archer, nada foi encontrado além de um cofre muito bem fechado. Como o sótão não tinha contato com essa sala, a única alternativa seria entrar por baixo. Então os investigadores desceram e encontraram no segundo pavimento uma sala de leitura com objetos antigos, uma lareira e uma poltrona sobre um tapete de urso. Enquanto Connor olhava parado atentamente para tudo ao seu redor, Ramanujan sentou na poltrona. Apolo nem percebeu quando o doutor pegou um charuto na mesinha ao lado da poltrona e o acendeu; mas reparou que havia algo estranho ao ver o cientista puxar um bombom de licor de uma caixinha da mesa e comê-lo com muita satisfação.

Chamando sua atenção para a situação, Ra
manujan responde que ainda não era tempo de fazer outra coisa, pois gostaria de fumar seu charuto e comer seu chocolate. O comportamento estranho fez Apolo perguntar quem estava falando, e Connor ficou pálido ao ouvir as palavras "Walter Baumgarten". Apolo e Connor arrancaram Ramanujan da poltrona, que acordou sem saber porque havia agido daquela maneira. Com medo de tocar em qualquer outra coisa, todos passaram a olhar tudo ao redor. Entre os vários quadros nas paredes, Apolo reparou que um deles tinha Baumgarten pintado, quando Connor e Ramanujan chamaram sua atenção para o quadro sobre a lareira.

No centro do quadro, como um nobre guerreiro se erguia o senhor Archer, coberto por vestimentas de guerra e empunhando uma espada de lâmina larga e brilhosa. Ladeado por sua neta Sophie e sua mulher, Helen Archer, duas ninfas esculturais e de idade não condizentes com as pessoas que os agentes conheceram. No fundo da pintura, a sala onde eles mesmos estavam no momento, mas com uma pequena escada nos fundos. Connor observa atentamento o lugar onde deveria haver a escada e encara uma cópia da Vênus de Milo. Girando-a em seu eixo, é possível ouvir um claque e uma escada desce silenciosamente do teto. Na sala superior, feita em pedra nua, Archer esperava os agentes amolando sua espada, vestido da mesma forma que na pintura, com o mesmo olhar austero.

Um pequeno diálogo se segue, quando Apolo descobre que o velho Archer foi o único a conseguir terminar o ritual que seu pai morreu tentando fazer. O mesmo ritual que muitos morretam tentando completar, e que fez com que Baumgarten perdesse o coração. O velho estava usando de seus novos poderes para reconstruir seu corpo, torná-lo jovem novamente, para fortalecer ainda mais seu poder. Mas Archer, contando com uma vitória fácil já que balas normais não afetariam sua armadura, não sabia que Apolo havia levado seu Dragão Inglês. Apenas um tiro foi o suficiente para abrir um rombo em seu peito e enfurecê-lo ainda mais.

Enquanto Connor usava uma tapeçaria do quarto para apagar o fogo azulado da lareira, Ramanujan mirava na cabeça do velho, a fim de ignorar os poderes da couraça em seu peito. Connor conseguiu apagar o fogo, mas não sem antes sofrer terríveis queimaduras que o apagaram; e faíscas ainda irromperam em chamas maiores quando caíram sobre um círculo mágico gravado no chão de pedra. Archer conseguiu ferir gravemente Apolo, talhando seu peito e quase o cortando em dois. Ramanujan perdeu muito sangue com um corte profundo na barriga, mas logo depois de Apolo disparar um segundo e poderoso tiro no guerreiro, o indiano explodiu sua cabeça com um tiro certeiro e mortal.

Entretanto, o som de sua queda foi abafado pela risada maléfica de Baumgarten, o fantasma que Archer havia aprisionado nesse mundo como um escravo. Agora livre, o monstro poderia fazer o que bem entendesse, e isso significava acabar com a vida de seus libertadores. Tapeçarias, quadros e objetos menores começaram a voar de encontro aos agentes, mas Apolo aproveitou que o círculo mágico já estava ativo e proferiu as palavras certas para conjurar um ritual de banimento, expulsando o espírito de Baumgarten de uma vez por todas para o outro mundo.

Horas depois, foragidos da festa e instalados num hospital em uma cidade próxima, Apolo lê o jornal enquanto assiste a enfermeira tratar das queimaduras de Connor. Ramanujan, que já estava se sentindo melhor, repousava numa poltrona em frente à tevê. Quando o telefone toca, Ramanujan o atende e ouve uma voz familiar. Entre soluços e lágrimas, o indiano reconhece a voz de seu pai, desesperada, até que o choro é interrompido por um estampido alto e grave, como uma pequena explosão...

"Não estamos brincando, doutor, nós queremos a fórmula e vamos consegui-la."

[chapter 5] O Último Rei pt.1

Estranhos assassinatos fizeram Connor, Ramanujan e Apolo viajarem para o sul da França, na pequena cidade de Saint-Girons. As vítimas estavam sendo esfaqueadas até a morte, somente para terem algum órgão ou membro retirado. Quando chegaram na cidade, já se somavam 12 partes desaparecidas, incluindo pulmões, rins e estômago. No distrito policial, o delegado Pierre deixa claro que os policiais da cidade não sabem de nada pois não foi necessário fazer investigações, já que era melhor não despertar um caos social.

Apolo leva o caso para o lado pessoal, pois o antigo sócio de seu falecido pai, o sr. Baumgarten, foi recentemente encontrado morto no quarto de um hotel sem seu coração. Sabendo que Baumgarten procurava fazer o mesmo ritual que levou seu pai a invocar um poderoso demônio, Apolo tenta ligar as peças desse perigoso enigma, sem saber que cada passo o deixa mais próximo de cruzar uma fronteira sem volta dentro de um abismo sobrenatural.

Após averiguarem o corpo da última vítima no hospital, os investigadores seguem para o Le Messager, um dos jornais da cidade. Lá se descobre que uma antiga e tradicional família, les Archer, extende suas influências sobre toda a região, despertando assim a curiosidade dos investigadores. Uma visita ao grande jornal da cidade, Le Archer Héraut, faz-se muito reveladora, fazendo com que os detetives sigam para a Bibliothèque Helen Archer para descobrir mais informações sobre a misteriosa família.

Enquanto isso, Apolo Maximilliano descobre que o aniversário de 18 anos de neta de Helen Archer está para acontecer na próxima sexta-feira. Conhecedor da etiqueta da alta sociedade, Apollo compra um colar de 400 mil neuros para a menina Sophie, garantindo assim um convite para a glamorosa festa. Na biblioteca, os investigadores descobrem que a família Archer não só é vasta e poderosa, mas que está infiltrada em todos os níveis de administração da cidade. Desde o gabinete do prefeito até os mais simples comerciantes, passando pela delegacia, hospital, jornal, fórum e até mesmo a igreja. E é para lá que os detetives partem.

Na igreja, Connor, Apolo e Ramanujan conhecem o padre François Archer, que logo se mostra guardião de um segredo terrível. Escondida atrás de sua estante, uma passagem leva os agentes para a antiga masmorra da igreja, onde um monstro é guardado em um calabouço imundo infestado de ratos e coberto de símbolos ritualísticos. Os agentes entram em combate com a criatura após verem a cabeça do padre explodir pelo ataque mortal do monstro. São necessários vários golpes e tiros para o ser com tentáculos no rosto cair e definhar. As informações sobre a criatura estão no anexo 5A do arquivo Contatos.

Os mistérios se tornam mais profundos, e agora os agentes se perguntam se não seria melhor chamar Mike e invocar Rooney para continuar a missão. A festa se aproxima, e quem sabe que mistérios aguardam na Archer Manoir?

[chapter 4] A Incendiária de Berlim

A primeira missão desde a volta da equipe, agora com a nova organização em células independentes. O grupo STAR foi até Berlim, no antigo Hospital St. Hedwig-Krankenhaus, para tentar descobrir o motivo de uma série de suicídios de circunstâncias estranhas. John Rooney foi convocado através de um ritual com a ajuda de Apolo e Sean, mas Michael acabou sendo possuído pelo espírito de Rooney, o que acabou não alterando o número de agentes ativos.

Logo de início, o grupo se separou para cobrir uma área maior mais rapidamente. Ramanujan e Rooney foram para a área em ruínas, enquanto Sean e Apolo se aventuraram nas áreas escuras e mofadas da ala psiquiátrica em busca dos arquivos dos pacientes. Na área externa, a dupla faz uma descoberta crucial - a máquina fotográfica trazida por Rooney é capaz de capturar as manifestações residuais dos espíritos no local. Seguindo uma série de pistas obscuras e complexas, o grupo adentra cada vez mais as salas sinistras do manicômio, tomadas pelas infiltrações, apodrecidas pelas décadas, cobertas de pó e sangue enegrecido. O cheiro insuportável, o ar abafado e pesado, a água parada e escura e o silêncio sepulcral faziam dos corredores um local abominável.

Depois de um encontro com criaturas mortas-vivas no necrotério do hospital (maiores detalhes no anexo 4A do arquivo Contatos), os agentes conseguiram montar o quebra-cabeças desse mistério. O espírito de Rooney finalmente deixou o corpo de Michael, mas Sean acabou desmaiando por conta de um ferimento grave no necrotério. Apolo, Ramanujan e Mike agora entendiam que antes do bombardeio na Segunda Guerra, o doutor Zacharias Vanacutt havia internado sua filha por conta de alguma patologia psicológica, quando na verdade esse era apenas um modo de mantê-la dominada e próxima a ele e seus desejos sórdidos. Quando soube que a menina estava sendo abusada, a mãe da pequena Cecile ficou transtornada e acabou sendo internada também por estar "imaginando coisas". Como não havia escapatória para a situação em que se encontravam, a única alternativa encontrada pela mãe foi matar a própria filha. Dr. Vanacutt ficou fora de si quando descobriu e acabou se vingando matando a mulher em uma mesa de cirurgia e várias outras pacientes sofreram torturas terríveis em suas mãos.

Sabendo disso, os agentes seguiram para uma sala no subterrâneo do hospital e encontraram o espírito do doutor, que os atacou de imediato. Por estar em sua forma incorpórea, o espírito tinha uma larga vantagem, mesmo com a munição especial usada por Ramanujan. Entretanto, os esforços de Rooney para ajudar o grupo vão além de muitas barreiras, e ele usou de suas novas capacidades para imobilizar o maléfico espírito em um lugar fácil de ser atingido. Assim, a ameaça foi eliminada e revelando aos agentes a verdadeira natureza da situação.


O espírito vingativo que fazia com que pessoas nos arredores da construção cometessem suicídios era, na verdade, de Cecile, a filha do doutor Vanacutt. Atormentada pela morte trágica que teve e vendo o terror pelo qual passou sua mãe, o espírito de Cecile ficou no hospital e fez com que outros espíritos também ficassem presos no local. Foi essa presença maligna que levou o doutor a se suicidar durante a guerra. Com uma pesquisa mais a fundo sobre os acontecimentos acerca do hospital, é possível descobrir que não houve bombardeios naquela região durante a Grande Guerra, o que aumenta as suspeitas de ter sido o próprio doutor quem tentou explodir o hospital levando todo mundo consigo.


Como uma forma de punir seu pai por todo mal que a fez passar, Cecile aprisionou seu espírito no quarto que seu pai fez para ela, aterrorizando-o pela eternidade. Quando os agentes libertaram a essência de Vanacutt, a menina resolveu se vingar dos mortais, atacando-os com todo seu poder, que incluia uma poderosa pirocinese. Michael, que até então parecia um agente comum entre seus colegas, revelou a posse de uma antiga e larga adaga (condinome Drakenzahn, detalhes no arquivo Relicário) que conseguiu dilacerar o espírito maligno na forma materializada. Com a queda do grande espírito condutor, toda a estrutura do edifício ruiu e os agentes fugiram com a polícia em seu encalço. Detalhes maiores sobre as entidades estão nos anexos 4B e 4C do arquivo Contatos.

O rolo de filme encontrado pelos agentes na sala de cirurgia foi processado nos laboratórios da INC e seus técnicos conseguiram salvar apenas 19 segundos de imagem. É notadamente o doutor Vanacutt fazendo a cirurgia que levou sua mulher à morte. O vídeo já foi colocado no banco de dados Grimm e é possível acessá-lo através deste relatório.

DIE, morte e renascimento

Após o desfecho da catástrofe que quase apagou Frankfurt do mapa, a Divisão de Investigação Especial da INC fechou por tempo indeterminado. Seus agentes foram realocados para outros setores, a fim de escalar suas capacidades em outros casos. Apolo Maximilliano perdeu a direção da DIE, mas manteve um cargo compatível com sua alta posição financeira e grande influência na mídia. Doug Smith foi transferido para um laboratório de Engenharia Experimental, no Cinturão Espacial, subsidiado pela INC. Sean Connor se afastou dos trabalhos de campo e passou a prestar consultoria para vários departamentos da Neuropa, fazendo mais pesquisas e aprofundando seus conhecimentos sobre uma organização que ele conhece como O Conselho Livre.

A morte de John Rooney deixou todo o antigo grupo bastante transtornado, principalmente se levado em consideração as circunstâncias de sua partida. O agente Gilderoy Lockhart se encarregou de preparar um funeral com toda pompa possível para seu antigo colega de trabalho, visto que Gilderoy considerava que tinha uma dívida de vida para com Rooney. Em seu funeral foram poucos que compareceram, mas todos mostraram seu pesar com lágrimas nos olhos. Ruby Rooney, irmã de John e agente integrada da INC, também estava lá e entregou um pequeno embrulho para Sean. O pacote continha uma vela grossa, de um azul profundo e aveludado. Ruby, ainda com os olhos marejados, disse apenas "para as noites mais escuras" e partiu. A mente errante do doutor Sean remoeu a frase por alguns dias, mas logo o pacote se perdeu entre seus pertences.

Alguns anos se passaram até que a INC conseguiu se reorganizar para reabrir o departamento de casos categoria X. Para evitar problemas administrativos e contornar a burocracia, a nova organização consiste em células independentes e autorreguláveis. O líder de cada célula ganha os códigos de acesso ao mainframe Grimm, um enorme banco de dados com informações sobre todas as missões em aberto, todos os agentes de campo e equipamento disponível. Os agentes cumprem a missão e, de acordo com a porcentagem de efetividade, recebem o pagamento direto em suas contas. As antigas insígnias não são mais utilizadas, visto que a INC não tem mais jurisdição sobre muitas operações. Em seu lugar, os agentes recebem um distintivo da Divisão de Investigação Especial que tem validade dentro do território neuropeu e compete apenas com departamentos internacionais, como Interpol, Mossad, CIA e a AIIB.

Cada grupo deve batizar seu coletivo para registro nos arquivos internos, e geralmente as células se organizam por especialização. A formação atual da célula do líder Apolo conta com Sean Connor, Ceulen Ramanujan e Michael Collins, além da ajuda sobrenatural vinda de John Rooney. O coletivo resolveu adotar o nome do primeiro grupo de investigação criado pela INC, há quase 20 anos, em que Connor e Rooney fizeram parte, ao lado de Gilderoy Lockhart: Special Team of Alien Recon, ou S.T.A.R.

[chapter 3] Caçada de Sangue

A metamorfose sofrida por um de seus próprios homens chegou a abalar a estrutura da DIE, restando aos seus agentes eliminar a origem desse mal, libertado por eles mesmos. O complexo construído por Apolo em Frankfurt foi destruído por um grande terremoto que atingiu somente os arredores da zona industrial. A entidade desperta pelo grupo levou toda a metrópole a um estado de sítio quase irrecuperável, com milhares de vidas perdidas no caos que engoliu a nação alemã. Vários agentes foram perdidos, entre eles estavam Code MAY e Null. Informações detalhadas sobre a criatura e como a situação foi resolvida estão no relatório confidencial 79 "Abraxas".

[chapter 2] O Mistério de Sorbonne

Já organizados sob o comando de Apolo Maximilliano, os agentes da recém-formada Divisão de Investigação Especial (codinome DIE), reuniram-se em seu novo complexo localizado em Frankfurt, Alemanha, para receber sua nova missão. Connor, Rooney, o novo agente Ryan Griffiths (codinome Null), sob o comando de Apolo, foram para a Universidade de Sorbonne, localizada na cidade de mesmo nome, região central da França. Sua missão era descobrir a origem de uma série de assassinatos e eliminar o problema.

As investigações iniciais revelaram grande possibilidade de se tornar um caso de ataque vampírico. Aprofundamentos levaram os agentes Connor e Null a descobrirem uma passagem secreta na biblioteca da faculdade. O agente Smith foi chamado como reforço para investigar a nova descoberta. A evacuação dos prédios acadêmicos distraiu a atenção dos agentes e Null desapareceu. Entrando na câmara secreta, o grupo descobriu um antigo círculo ritualístico com um fosso cheio de sangue. Null estava desascordado numa tumba central nesse círculo. Horas de investigação se passaram até que Rooney e Smith descobriram que o antigo círculo havia sido rompido e o fosso era um método mágico milenar de manter alguma coisa presa sob a câmara. Um encontro com uma criatura de feições vampirescas levou Apolo a se jogar no fosso com sangue e deixou outros agentes atordoados. As especificações da criatura se encontram no anexo 2A do arquivo Contatos.

O sumiço repentino de Apolo fez com que os agentes fossem a sua procura. Ainda nos túneis da câmara subterrânea ele foi encontrado tendo seu rosto devorado pela criatura. Um combate teve espaço, onde a criatura foi decapitada e ninguém se feriu gravemente. Foi nesse ponto que imagina-se que tudo aconteceu. De acordo com os depoimentos, a primeira desconfiança partiu de Connor, entretanto todos presenciaram Apolo simular alguns poderes vampíricos (até então vistos apenas nas experiências com sangue contaminado nos laboratórios da INC). Ao receber a informação, a agente de campo Code MAY foi enviada ao local com a missão de capturar Apolo e levá-lo à central da INC, em Londres.

Quando Apolo já estava algemado e pronto para o transporte, os agentes envolvidos (a informação de que nenhum civil tenha presenciado a cena ainda não está confirmada) viram uma criatura de aparência milenar (detalhes no anexo 2B) sair do alto da biblioteca, abrir um par de asas e sair voando depois de gritar em grego (Apolo, letrado em grego, ouviu 'liberdade'). Depois do incidente, Apolo foi levado à base da DIE e informações adicionais constam somente no relatório confidencial 77 "Strigoi".

[chapter 1] Código PHALANX

Reunidos pelo departamento responsável pelas investigações confidenciais da INC, quatro agentes foram enviados ao complexo Stardust - um complexo científico responsável pela pesquisa de rochas e minérios espaciais. A missão de John Rooney, Sean Connor, Doug Smith e Code MAY era restaurar as comunicações da base, recuperar os arquivos da nave que acabara de retornar de uma missão e eliminar qualquer problema que ainda assolasse o complexo.

O grupo descobriu que a missão que retornava de Marte havia trazido mais que apenas pedras e poeira espacial. Um número indeterminado de alienígenas foi trazido ao planeta Terra e, após eliminar toda vida dentro do complexo, isolou-o para tentar consertar a nave que os poderia levar para casa. Após restaurar a comunicação da base, plugando-a na rede da INC, os agentes tiveram um breve encontro com uma das criaturas. Suas características estão especificadas no anexo 1A do arquivo Contatos. Uma armadilha foi então elaborada, como segue. Por demonstrarem grande raciocínio e domínio de lógica, o engenheiro Smith consertou os circuitos responsáveis pelo lançamento da nave, para atrair os alienígenas para dentro dela. Ao embarcarem na capsula, a missão foi abortada de dentro da cabine de comando, explodindo a nave com todos os monstros ali dentro. Um encontro posterior foi notificado, onde um possível ninho deve ter sido construído. A ameaça foi eliminada com fogo, e os sobreviventes que haviam se refugiado em uma sala do complexo foram escoltados aos agentes de limpeza que esperavam do lado de fora do complexo.

Posteriormente, os agentes descobriram que os sobreviventes do incidente acabaram morrendo em um trágico acidente, quando o ônibus que os transportava para o hospital tombou na estrada e caiu pela encosta. Não houve sobreviventes e o acidente não foi divulgado.