Foi o tempo necessário apenas para retomar o fôlego, e semanas inteiras já tinham se passado. Sentado em frente ao computador, seu cérebro reorganizava os eventos dos últimos meses, tentando de forma quase patológica encontrar algum sentido em tudo pelo que passara recentemente. Desde a recente descoberta, descoberta impossível, quase maldita, seu instinto de sobrevivência foi colocado à prova diversas vezes, sua força de vontade testada em incontáveis momentos.
Parou por um momento e observou o cigarro queimar apoiado no cinzeiro. Não fumava, mas adquirira hábitos cada vez mais estranhos, e acendeu um cigarro com um impulso natural. O laboratório agora estava submerso em sombras, apenas a fraca luz azulada do monitor se espalhava por entre os buracos de sua face, criando desenhos horrendos feitos de trevas. O silêncio tão profundo e latente era quebrado ocasionalmente pelo chiado nervoso dos ratos e as réplicas assustadoras dos macacos.
O mundo era maior do que imaginava, então. Não deveria ser nenhuma surpresa para um homem que passou a maior parte de sua vida estudando para encontrar respostas de perguntas sobre a vida, o universo e tudo mais. Ainda assim, era difícil imprimir certas imagens em sua mente, como uma gigantesca árvore devorando uma casa ou o espírito de uma menina explodindo em chamas.
Abre o uísque dado por Paul, enche um copo e o vira num só gole. Enche outro e sorve o líquido dourado com mais atenção, tentando discernir os aromas e temperos da bebida. Apolo deve pagá-lo bem, pois a bebida desfila em sua boca com um festival de sabores, néctar seco e pungente dos ébrios. Uma rápida lembrança de seu pai; a certeza da briga por estar bebendo. Outro copo, e mais um.
Gira o cartão de visitas de Tom Wallace nas mãos. Ao menos um amigo havia feito nessa história toda. O guarda-costas enviado pela INC deu a vida para salvar seu traseiro naquele aeroporto. Quando relembra a explosão e no mar de fogo em que tudo aquilo se transformou, enche mais um copo e dá um trago no cigarro. Desde que forjou sua morte, já havia sido responsável pela morte de três agentes da companhia. Não sabia se aguentaria mais alguma. Toda vez que Sean ou Apolo é atingido, um frio corre sua espinha. Qualquer ferimento é mortal, não há precaução suficiente. Seria possível evitar tantas mortes? Até onde iriam seus inimigos em busca de seu conhecimento?
Com o contato de Tom feito em tempo, descobriu que a companhia não é o que parece, mas também que dos males ela é o menor. Alguns cafés com o guarda-costas, geralmente depois de suas sessões de fisioterapia, e obteve números de contatos importantes dentro da administração. Vai ser uma longa jornada de cafés e almoços, mas ele sabe que precisa descobrir qual o interesse da INC em seu projeto. Há muito em jogo e as apostas começam a ficar altas demais. Já não faz mais sentido fugir e se esconder, então talvez seja hora de conhecer seus adversários, afinal, há um velho ditado na Índia que diz "escava o poço antes que tenhas sede".
Parou por um momento e observou o cigarro queimar apoiado no cinzeiro. Não fumava, mas adquirira hábitos cada vez mais estranhos, e acendeu um cigarro com um impulso natural. O laboratório agora estava submerso em sombras, apenas a fraca luz azulada do monitor se espalhava por entre os buracos de sua face, criando desenhos horrendos feitos de trevas. O silêncio tão profundo e latente era quebrado ocasionalmente pelo chiado nervoso dos ratos e as réplicas assustadoras dos macacos.
O mundo era maior do que imaginava, então. Não deveria ser nenhuma surpresa para um homem que passou a maior parte de sua vida estudando para encontrar respostas de perguntas sobre a vida, o universo e tudo mais. Ainda assim, era difícil imprimir certas imagens em sua mente, como uma gigantesca árvore devorando uma casa ou o espírito de uma menina explodindo em chamas.
Abre o uísque dado por Paul, enche um copo e o vira num só gole. Enche outro e sorve o líquido dourado com mais atenção, tentando discernir os aromas e temperos da bebida. Apolo deve pagá-lo bem, pois a bebida desfila em sua boca com um festival de sabores, néctar seco e pungente dos ébrios. Uma rápida lembrança de seu pai; a certeza da briga por estar bebendo. Outro copo, e mais um.
Gira o cartão de visitas de Tom Wallace nas mãos. Ao menos um amigo havia feito nessa história toda. O guarda-costas enviado pela INC deu a vida para salvar seu traseiro naquele aeroporto. Quando relembra a explosão e no mar de fogo em que tudo aquilo se transformou, enche mais um copo e dá um trago no cigarro. Desde que forjou sua morte, já havia sido responsável pela morte de três agentes da companhia. Não sabia se aguentaria mais alguma. Toda vez que Sean ou Apolo é atingido, um frio corre sua espinha. Qualquer ferimento é mortal, não há precaução suficiente. Seria possível evitar tantas mortes? Até onde iriam seus inimigos em busca de seu conhecimento?
Com o contato de Tom feito em tempo, descobriu que a companhia não é o que parece, mas também que dos males ela é o menor. Alguns cafés com o guarda-costas, geralmente depois de suas sessões de fisioterapia, e obteve números de contatos importantes dentro da administração. Vai ser uma longa jornada de cafés e almoços, mas ele sabe que precisa descobrir qual o interesse da INC em seu projeto. Há muito em jogo e as apostas começam a ficar altas demais. Já não faz mais sentido fugir e se esconder, então talvez seja hora de conhecer seus adversários, afinal, há um velho ditado na Índia que diz "escava o poço antes que tenhas sede".
2 comentários:
Que foda! Agora tenho um vício pra me distrair! Fumar é bom! hauhuhauhahua Beber também! =DD
Muito boa a descrição Akira!!
Abraços!
Dani, fico feliz que tenha gostado. Como você pode ver, eu fui além do que vc pediu, justamente pra vc entender como tudo está acontecendo.
Você ganhou 2 de xp por esse PbM. 1 por ter feito ele, e mais 1 por ter conseguido abrir um caminho para dentro de informações sigilosas da companhia. Vou anotar na sua ficha e vc poderá gastá-los na próxima sessão.
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